NEI LISBOA

em casa e (ao) vivo

Com fibra

A vida na era digital é uma promessa permanente de felicidade que, cá entre nós, pouco se realiza ou se cumpre aos trancos e arrancos, com a ajuda de gambiarras e maniveladas analógicas. Algo bem distante do futuro robótico e higienizado de Os Jetsons, que em verdade nem no desenho animado funcionava com perfeição: as máquinas costumavam se rebelar com pleno direito e travar por conta de erros prosaicos dos humanos.


Azar meu, que sou cético mas também refém da mania de futucar em computadores. Só na vontade, sem nenhum doutorado na área, de quando em quando mergulho em uma barafunda de drives, chips, conexões, megahertzes, megabytes e programas para atualizar um sistema bagunçado e reinstalar um espaço virtual de trabalho. É o que andei fazendo nas últimas semanas, em que o “Em casa e ao vivo” das quintas-feiras esteve fora do ar, buscando otimizar o equipamento modesto daqui para transmitir da melhor maneira possível, sem chiadeira nem travamento.


Até que foi rápido, e algumas coisas certamente se aprimoraram por conta de melhor configuração. Mas nosso maior gargalo era a conexão de internet. Lives pedem por um upload robusto e aqui no cep da casa não havia rede de fibra, só o cabo das provedoras de internet tradicionais. E com aquela receita de suporte bem conhecida – desligue o modem da tomada por vinte segundos, reze uma ave-maria e se conforme que a visita técnica não vai servir pra nada, a rede é que está subdimensionada.


O que nos salvou do impasse foi uma proposta de parceria da ACEM Telecom, gentil e alentadora para o futuro do programa: vamos ter fibra, e com fibra retomar antes do fim do mês a transmissão das quintas às 17 horas. Estou pronto para agradecer de coração e ao vivo a esse apoio essencial, que chegou na hora exata. Agora é só resgatar o cérebro do slot do computador e reinstalar a música e tudo mais que se vá mostrar a vocês daqui para a frente.


* * *


Quando se interrompeu o programa, o Brasil tinha menos vinte mil mortos pela pandemia, as marchas antiracistas deslanchavam nos EUA e mundo afora e a Caixa anunciava a liberação de saques da segunda parcela do auxílio emergencial. Bons assuntos não faltarão no retorno, inclusive o de que a Caixa anuncia para julho a liberação de saques ainda retidos de outra parcela do auxílio emergencial – a primeira! O interessante se de dar uma parada hoje em dia, com o mundo tão na contramão, é que a gente tem a boa impressão de que mesmo parado avança.





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